Uma prática transformadora...

Na minha experiência de colocar em prática a orientação recebida com as cartas, comecei a perceber que este processo envolve sempre dois lados; um interior e outro exterior.

Para tornar mais claro o que quero dizer, vou comentar uma situação que vivi. Certa ocasião, ao contratar os serviços profissionais de uma pessoa, comecei a me estressar pelo fato desta estar cometendo muitas desatenções e não seguir as instruções dadas, o que acarretava falhas e grande perda de tempo na realização do trabalho (ao perceber sua desatenção, escrevia claramente o que desejava e ainda assim a pessoa não fazia boa parte do pedido). Como acredito que as coisas não acontecem por acaso, consultei as cartas para clarear minha aprendizagem diante desta situação. Tirei a carta “Amor incondicional” e segui esta inspiração. Contudo, embora tivesse feito “as pazes” com meus sentimentos e compreendendo a situação emocional que a pessoa estava passando,  semanas se passaram e a situação continuava a se repetir. Embora não mais me estressasse como no início, sentia que tinha algo mais a aprender com isto. Então,  ao refletir mais sobre a dica do “amor incondicional”, percebi que estava considerando apenas um lado da questão, ou seja, o amor incondicional para com a outra pessoa. Faltava ver o que era este amor para comigo. Isto fez uma grande diferença para mim; alcancei alguns insights e compreensões que me ajudaram muito.  

Foi assim que, com esta situação, ficou claro para mim que o significado e a aplicação prática das mensagens recebidas com as cartas, precisam ser pensadas e realizadas nestas duas facetas: na relação comigo (interior) e na relação com o outro (exterior). Se começarmos pelo exterior, precisamos depois realizar no interior, e vice-versa. Só assim estará concluído o processo.

Lindo e profundo para mim. Isso mudou meu modo de encarar cada mensagem das cartas. Compreendi que neste processo somos convidados a fazer este movimento: interior/exterior ou exterior/interior.

E lembrei-me da pulsação do coração, o movimento que gera vida; o movimento que está presente em cada ser da criação, desde o átomo às galáxias...

Somos quem somos na relação com os outros. É nesta pulsação, na relação com o mundo, que somos capazes de criar a vida desejada. É nesta relação que nos tornamos capazes de viver nossa beleza. Por isso, cada orientação, cada mensagem das cartas, deve ser pensada, sentida e realizada nos dois sentidos: dentro e fora. Esta é a mais poderosa e transformadora de todas as práticas.

 

 

 
 

 

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